Competências requeridas

O reconhecimento da Medicina do Trabalho como especialidade pela Resolução CFM nº 1634, em 2002, do Comitê Misto formado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do Ministério da Educação, concretizou reivindicação histórica dos profissionais, uma vez que até então, ela era considerada subárea da Medicina Preventiva e Social, e contou com o protagonismo da ANAMT.

Entre os desdobramentos, impôs-se o desafio de definir as competências básicas requeridas para o exercício profissional na especialidade, destinadas a orientar a formação e os processos de educação continuada e de concessão do Título de Especialista. O Centro de Estudos Avançados sobre as Práticas da Medicina do Trabalho (CEAMT) da ANAMT assumiu essa tarefa e construiu, com a participação de especialistas, com distintas formações e inserções profissionais, o elenco básico
de competências, abrangendo conhecimentos técnicos, habilidades e atitudes ou comportamentos exigidos dos médicos do trabalho.

Entretanto, passados doze anos, as transformações no mundo do trabalho, no perfil dos trabalhadores, nas políticas públicas e no arcabouço legal que sustentam o exercício da especialidade tornaram necessário revisá-las e aproximá-las das expectativas e necessidades da sociedade. A diretoria da ANAMT, cumprindo com o compromisso de reunir e representar os médicos do trabalho brasileiros, estabeleceu a prioridade de revisar o elenco de competências requeridas para o exercício da especialidade, elaborado em 2002, orientado por dois eixos: a identificação dos principais problemas que a especialidade enfrenta e a proposição de soluções e ou encaminhamentos na esfera de atuação da ANAMT.

Os resultados desse trabalho de equipe, coordenado pela Profª. Elizabeth Costa Dias, são apresentados no livro ‘Competências essenciais requeridas para o exercício da Medicina do Trabalho’ (clique para acessá-lo gratuitamente).